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domingo, 21 de maio de 2017

JBS deu mais de R$ 600 mil à campanha de Jatene

Jatene e Aécio Neves, ambos do PSDB, rec eberam dinheiro da JBS em suas campanhas. O senador mineiro foi afastado do Senado, por receber propina da empresa.
Pelo menos R$ 1,8 milhão foi doado pela empresa JBS aos políticos do PSDB do Pará, nas eleições de 2014. Desse total, mais de R$ 500 mil foram para a campanha de reeleição do governador Simão Jatene. A maior parte do dinheiro, porém, percorreu um longo caminho antes de chegar à campanha do governador e de outros tucanos locais. A verba foi doada pela JBS à Direção Nacional do PSDB, que a repassou ao Comitê Financeiro Único (CFU) do Pará. Só depois, foi parar nas contas da campanha de Jatene e de outros beneficiados. Os únicos tucanos paraenses que receberam dinheiro diretamente da JBS foram os candidatos a deputado estadual Francisco Victer e a deputado federal Mário Moreira. Cada um recebeu R$ 160 mil. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A JBS não é a única empresa enrolada na operação Lava Jato que derramou dinheiro nas campanhas dos tucanos paraenses. Empresas do grupo Odebrecht doaram, ao PSDB do Pará, em 2014, pelo menos R$ 2,7 milhões. Desse total, quase R$ 690 mil foram para a campanha de Jatene. O expediente usado foi semelhante: o dinheiro foi doado à Direção Nacional do partido, que a repassou à Direção Estadual e ao CFU. Só daí é que ele chegou aos destinatários finais: além de Jatene, candidatos ao Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa do PSDB e aliados.
Em números R$ 5,6 milhões - é quanto as empresas envolvidas na Lava Jato doaram ao PSDB paraense.(Diário do Pará)

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Ação do GAECO e MPPA investiga esquema de propina em Parauapebas

 O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e a Polícia Militar realizam na manhã desta quinta-feira (20) uma operação para investigar um esquema de corrupção envolvendo vereadores do município de Parauapebas, no sudeste paraense.

Segundo as primeiras informações, diversos mandados judiciais estão sendo cumpridos na cidade desde às 5h, incluindo no prédio da prefeitura, da Câmara Municipal e em algumas residências. O objetivo da ação é identificar um esquema em que empresários faziam o pagamento de propina para vereadores em troca de privilégios em processos licitatórios e contratações para prestações de serviços, como obras de infraestrutura.

A investigação foi desencadeada após o MPPA ter acesso a vídeos registrando o pagamento de propinas a vereadores do município. O vídeo foi gravado pelo empresário Pedro Ribeiro e mostram a entrega de dinheiro aos vereadores Maridé Gomes da Silva (PSC), José Arenes (PT), Bruno Soares (PSD) e Charles Borges (PROS), supostamente para comprar influência na Câmara de Vereadores de Parauapebas.

Dois empresários da cidade, Hamilton Ribeiro e Pedro Ribeiro, tiveram as prisoões decretadas. Hamilton foi detido no começo da manhã, na prória casa. Já Pedro continua sendo procurado.

A Justiça decretou também o afastamento do cargo de vereador de Maridé Gomes. Ele, que foi reeleito nas últimas eleições com 1.579 votos, pode não ser diplomado em virtude dessa decisão. O vereador Charles Borges está sendo procurado e será conduzido coercitivamente até a sede do MP em Parauapebas para prestar esclarecimentos.

MARABÁ

Em Marabá, o Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em vários órgãos da cidade. Logo cedo pela manhã o grupo cumpriu ordem no Hospital Municipal de Marabá. 
(DOL)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Policia Federal apreende armas e R$140 mil para compra de votos

 Na ultima segunda-feira (3), a PF juntamente com Ministério Publico apreendeu mais de R$ 140 mil em dinheiro, milhares de santinhos de candidatos, documentos e três armas de fogo. Tudo fazia parte de um grande esquema de compra de votos que contava com apoio de funcionários fantasmas da cidade de Marabá.
Foram expedidos mais de 27 mandados de busca e apreensão na casa dos envolvidos no esquema, tendo como alvo principal os parlamentares candidatos à reeleição.
A Operação foi batizada de Saruê em alusão aos antigos coronéis, visto que os investigados são poderosos políticos do município de Marabá.